Dieta pobre causa mau humor e preguiça mental

Segundo pesquisas, carência de nutrientes afeta até capacidade de aprender

Corpo e mente sofrem com má alimentação e sedentarismo -

A reportagem de capa da revista Mente e Cérebro de novembro afirma que uma dieta pobre em nutrientes e rica em gordura e fritura pode causar maior tendência para depressão, além de deixar o cérebro mais preguiçoso.
A revista cita a pesquisa do endocrinologista sueco Fredik Nystrom, da Universidade de Linkoping, que fez uma experiência com 18 voluntários. Eles seguiram um plano nutricional nada recomendável: muita comida em lanchonete, com frituras e açúcar.
Além disso, as pessoas levaram uma vida mais sedentária. Conclusão: o humor de todos eles piorou proporcionalmente à quantidade de alimentos consumidos.
Segundo a revista, um outro estudo na Espanha mostrou o mesmo resultado. Ou seja, além do corpo ficar mais propenso a doenças e a engordar, a mente também sofre com determinadas dietas.
Para evitar esse problema, capriche na ingestão de alimentos ricos em ácidos graxos e ômega 3, como peixes, abóbora, semente de linhaça, soja, castanhas, espinafre, couve e pepino.
Além de se sentir bem você vai ficar com mais disposição para exercer suas habilidades cognitivas, ou seja, aprender.

Estudo comprova que menopausa causa acúmulo de gordura na barriga

acumulo-de-gordura-na-barrigaA Sociedade Internacional de Menopausa acaba de divulgar o resultado de uma grande revisão que relaciona o período após a menopausa a um maior ganho de peso. O estudo, que avaliou o impacto da flutuação hormonal em mulheres de 55 a 65 anos, identificou que as alterações hormonais comuns a este período podem levar ao acúmulo de gordura na região do abdômen.

A principal conclusão foi que, independentemente de se ganhar ou não peso na meia-idade, após a menopausa as mulheres apresentam uma mudança na localização de suas reservas de gordura, que passam a se concentrar mais no abdômen, em relação ao período fértil. Esta alteração deve-se à queda nos níveis de estrogênio.

– As flutuações hormonais há muito tempo são responsabilizadas pelo ganho de peso entre as mulheres de meia-idade, mas o que esta revisão demonstrou é que há uma mudança na forma em que a gordura é distribuída, conduzindo ao aumento de gordura na barriga. Assim, é um mito considerar que a menopausa por si só provoque o ganho de peso – explica o ginecologista Edimund Baracat, professor titular da Disciplina de Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP.

De acordo com o especialista, o aumento de peso após a menopausa é uma consequência de fatores ambientais e do próprio envelhecimento.]

– O estudo também observou que, ao contrário da opinião popular, a terapia hormonal com estrogênios não causa ganho de peso às mulheres e de que há boas evidências de que a essa terapia possa prevenir o aumento de gordura abdominal após a menopausa – afirma Baracat.

Obesidade, um forte fator de risco

Outro alerta apontado pela revisão é de que mulheres obesas tendem a sentir mais gravemente os sintomas da pós-menopausa. O controle de peso na pré e na pós-menopausa são essenciais para prevenir uma variedade de doenças, incluindo diabetes e doenças cardiovasculares. As doenças cardíacas são, de longe, as principais causas de morte das mulheres na pós-menopausa e este risco é aumentado pelo excesso de peso. Globalmente, cerca de 1,5 bilhão de adultos estão acima do peso e, destes, cerca de 300 milhões são de mulheres obesas.

Além de prevenir os famosos “pneuzinhos”, a terapia hormonal com estrogênios tem sido associada a outros benefícios para a saúde: alivia os sintomas do climatério, estimula o metabolismo do açúcar e ajuda a preservar a saúde do endotélio, o revestimento interno das artérias. O uso correto de hormônios, sempre sob supervisão médica, colabora também para o equilíbrio das gorduras no sangue e atua na prevenção da osteoporose, já que o estrogênio é responsável pela fixação do cálcio nos ossos. Estudos recentes têm associado à falta de estrogênio também ao Mal de Alzheimer.

Fonte: Zero Hora

Pesquisa traça perfil do que mais irrita ao celular e na internet

Usuário que mais incomoda tem toque do aparelho alto, fala aos berros e envia mensagem na companhia de outras pessoas

Businessman TextingPense em alguém cujo toque do celular é alto e que, ao atender, fala sempre aos berros. Alguém que vive enviando mensagens na companhia de outras pessoas, enquanto dirige e que usa as redes sociais para postar ofensas e reclamar o tempo todo. 

Essa pessoa reúne o que há de mais irritante entre os hábitos do brasileiro na hora de falar ao celular ou usar a internet, segundo a pesquisa ‘Etiqueta Móvel’, feita pela empresa de tecnologia Intel, que descobriu que 95% dos brasileiros gostariam que as pessoas tivessem mais educação ao usar o celular e 86% acham que os outros divulgam informação demais online.

No topo da lista de manias irritantes ao celular, estão deixar o volume do aparelho muito alto, falar aos berros e enviar mensagem enquanto dirige ou na companhia de outras pessoas.

uso-celular-durante-almoçoMonitorar e-mails e mensagens pelo celular na hora do almoço era justamente o ‘vício’ de Gustavo Pereira, de 30 anos, consultor de redes sociais.

‘De tanto fazer isso, o pessoal da agência em que eu trabalhava criou o termo ‘gustavar’. Se alguém pegava o celular à mesa, eles já falavam: Olha, você está gustavando’, conta, acrescentando que não apenas seus colegas, mas outras pessoas se irritavam com sua mania. ‘Afetava muito a minha vida.’

Mas morando em Estocolmo há dois meses, onde estuda estratégias de dados digitais, Gustavo diz que está se ‘curando’. Ele conta que, apesar dos preços inferiores nos aparelhos e nos planos de celular, os suecos não ficam tão grudados a seus smartphones.

‘Publico pouco em redes sociais. E estou usando só mensagem e WhatsAppp (plataforma de mensagens instantâneas para smartphones)’, diz. ‘Também desabilitei a maioria das notificações (de pessoas que curtem seus posts no Facebook, por exemplo), assim fica mais fácil de me controlar.’

Assuntos pessoais

Além das mensagens desenfreadas, a questão da privacidade também apareceu nas reclamações sobre celular na pesquisa: falar sobre assuntos pessoais e assistir a conteúdos impróprios em público estão no topo da lista.

‘Me chamou a atenção o alto número de brasileiros reclamando do jeito que se fala no celular aqui’, afirma a professora da PUC-SP Pollyana Ferrari, consultora em internet e mídias sociais.

‘Mas esse maior acesso aos celulares também traz um período de adaptação e acho que estamos vivendo ele agora’, diz Pollyana. ‘Um novo usuário fica apaixonado pela plataforma e usa a toda hora. Depois, ele vai percebendo como funciona e passa, por exemplo, a postar menos informações e fotos. E até param de cometer gafes do tipo colocar o celular no viva-voz sem querer.’

Detalhes mundanos

Segundo a pesquisa, na hora de entrar no Facebook, no Twitter e em outras mídias sociais, o tipo de usuário que mais incomoda é o que publica ofensas, fotos obscenas e que só fica reclamando.

Outro perfil considerado irritante é o de quem adora se gabar ou que escreve sem se preocupar com o português correto. Pessoas que passam o dia postando informações pessoais ou detalhes banais de seu cotidiano também provocam mau humor internet afora.

A pesquisa mostrou que cerca de metade dos brasileiros com acesso à internet compartilha informações online diariamente, principalmente fotos – conteúdo compartilhado por 78% dos adolescentes (13 e 17 anos).

‘O fato de gostar de dividir sua vida privada não me surpreendeu. O brasileiro é apaixonado por redes sociais, adora essa coisa de exposição’, diz Pollyana. Para ela, desde a época em que chats eram populares, o brasileiro já se abria mais online, se sentia protegido pela tela.

Essa proteção invisível aparece ainda em outros dados da pesquisa, como o fato de 44% dos adultos admitirem que se sentem mais confortáveis compartilhando detalhes de sua vida pessoal online do que pessoalmente.

Ela também parece incentivar os mentirosos: 33% dos adultos ouvidos admitira ter uma personalidade online diferente da personalidade da vida real, enquanto 23% admitiram ter compartilhado informações pessoais falsas. Os homens são um pouco mais mentirosos do que as mulheres – 26% contra 21%.

Para Cássio Tietê, diretor de marketing da Intel, o alto grau de compartilhamento online dos brasileiros abre uma importante discussão sobre como se usam as redes sociais no país. ‘É preciso debater, por exemplo, os riscos da superexposição no Facebook’, diz. ‘Mas o limite do que compartilhar e do que não compartilhar quem dá é a própria sociedade.’

A pesquisa mostra ainda facetas, digamos, curiosas dos hábitos online dos brasileiros.

Questionados sobre de onde e quando costumam postar, a maioria citou situações esperadas, como férias. No entanto, muitos confessaram que compartilham informações quando estão em hospitais, banheiros, igreja, encontros românticos e até funerais.

Fonte: Globo.com e BBC

Brasil ainda está entre os 12 países mais desiguais, aponta Ipea

desigualdade-social-brasilMesmo com a redução das desigualdade, a expressão Belíndia (a combinação de Bélgica e Índia) para descrever o Brasil e as suas diversas realidades ainda é válida. O país continua entre os 12 mais desiguais do mundo, mas, na última década, os 10% mais pobres viram a sua renda crescer nada menos que 550% mais depressa do que a dos 10% mais ricos. Os dados constam do comunicado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) “A década inclusiva (2011-2011): desigualdades, pobreza e políticas públicas, o primeiro da gestão do novo presidente da entidade, Marcelo Néri.

Segundo o estudo, enquanto a renda per capita dos brasileiros no topo da pirâmide subiu 16,6% de 2001 a 2011, os mais pobres tiveram um ganho de 91,2%. Esta é maior redução das desigualdades documentada no país desde a década de 60.

“Os pobres estão num país como a China e o topo da pirâmide está no equivalente a um país estagnado, como na Europa. O termo Belíndia continua valendo”, destacou.

Ao todo, 21,8 milhões de brasileiros saíram da linha da pobreza no período, sendo que 3,7 milhões apenas entre os anos de 2009 e 2011. De acordo com o estudo do Ipea, se o trabalho foi o carro-chefe da redução das diferenças entre ricos e pobreza e justifica 58% da sua queda, as políticas públicas voltadas para os mais pobres também tiveram impacto significativo sobre a renda e custam mais barato aos cofres públicos do que os gastos com a previdência. A previdência foi responsável por 20% da redução das desigualdades, enquanto os rendimentos do Benefício de Prestação Continuada (BPB) e do Programa Bolsa Família, por 4% e 13%, respectivamente.

“Mas cada real gasto com o Bolsa Família tem um impacto sobre a desigualdade 362,7% maior do que a previdência. Já o BPB, de 129,7%. Isso significa que as desigualdades poderiam ter caído ainda mais se o país tivesse feito uma opção mais forte pelos mais pobres”, destacou Néri.

Enquanto a renda da população cresceu 40,7% até 2011, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) divulgada na semana passada pelo IBGE, o PIB per capita do país aumentou 27,7%. De acordo com o Ipea, as famílias chefiadas por analfabetos tiveram um aumento de renda de 88,6%, contra uma queda de 11,1% nos rendimentos das famílias cujas pessoas de referência têm 12 ou mais anos de estudo completos.

“Houve um crescimento importante na base para quem tinha mais anos de estudo. No topo, a queda se explica pelo fato de ter havido nestes anos um aumento da oferta de quem tinha nível superior. Não era mais tão exclusivo assim ter mais tempo de estudo”, afirmou.

No Nordeste, a renda teve um aumento de 72,8%, contra 45,8% do Sudeste. Entre os negros e pardos, os ganhos foram de 66,3% e 85,5%, respectivamente, enquanto para os brasileiros declaradamente brancos, esse aumento foi de 47,6%. Já a renda das crianças de zero a quatro anos subiu 61%, contra 47,6% daqueles entre 55 e 59 anos, tradicionalmente os que registravam maiores ganhos.

A queda das desigualdades não chega a ser um fenômeno exclusivo brasileiro. Apesar de dois terços dos países do mundo terem vivenciado um aumento das diferenças entre ricos e pobres na última década, China e Índia, países que concentram metade da pobreza do Planeta, puxaram para cima o indicador. Na maioria dos países da América Latina, as diferenças estão caindo. Nos países em desenvolvimento, os BRICS, onde a desigualdade é mais baixa, ela subiu nos últimos anos. O crescimento da renda dos 20% mais ricos no Brasil foi inferior ao de todas as nações incluídas no conceito BRICS. Já a renda dos 20% mais pobres também teve um aumento acelerado, mas ainda perdeu para a China.

“A saga dos chineses e indianos rumo a melhores condições de vida é a similar de analfabetos, negros e nordestinos”, diz o documento do Ipea.

Fonte: Gazeta do Povo